Nos últimos meses, mergulhei no universo da avaliação em computação e caraca, criar uma boa pergunta é muito mais difícil do que parece.
🥲 Aprendi o que são descritores avaliativos, como construir um item com base na psicometria, e descobri que fazer uma questão bem feita exige muito mais que saber computação.
Você sabe o que é psicometria? A psicometria é uma área da psicologia e da educação que trata da medição de características psicológicas, como habilidades cognitivas, traços de personalidade, atitudes, competências e conhecimentos. Ela é a base científica por trás da criação e validação de testes e instrumentos de avaliação, como ENEM, PISA, QI, etc.
Descobrindo o que é essa área, eu percebi que não basta ter uma ideia boa ou querer avaliar.
Tem que seguir estrutura, manter coerência entre enunciado e alternativas, respeitar paralelismo semântico (sim, eu tinha que me exibir, aprendi essa palavra nos últimos meses 😎), evitar pistas involuntárias, garantir simetria nas alternativas… e mais um montão de coisas.
E tudo isso pensando: O que exatamente estou avaliando aqui? É análise? Abstração? Interpretação de código? O que diabos eu quero saber se o estudante aprendeu?
Criar itens que avaliem de verdade competências computacionais virou um laboratório pessoal. Na maioria das vezes passo nervoso. Mas às vezes tenho umas ideias tão boas que dá orgulho. 😂
É na avaliação que a intencionalidade pedagógica aparece com força. Se ela não existe no decorrer das aulas, a criança não aprende. Na computação, então… é ainda mais desafiador.
✨ Não adianta o robozinho brilhar e rodopiar se os estudantes só seguiram um tutorial e nem entenderam o que é uma estrutura de repetição.
É um desafio para todas as áreas, aqui estamos aprendendo. E aí, como você tem avaliado o que realmente importa?
